sábado, 26 de junho de 2010

Areias do tempo

Gosto amargo em minha boca
Seco como um deserto
Onde está o oásis que deveria estar aqui?
Olho em volta e só vejo areia
Quem quebrou essa ampulheta do destino parando esse tempo?
Vou me manter nessa triste tempestade
Onde a agua não mata minha sede
A sombra não me refresca
Não existe calor nem frio
Pois o tempo está congelado
Quem quebrou essa Ampulheta não sabe o que fez
Condenou tudo em que posso acreditar em algo estatico
Porem ainda me mecho
Porque esse tempo não é meu...
Este tempo é nosso...
Estarei preso aqui até que nosso tempo volte a correr
E assim dar continuidade a nossa história...
Pois este não é o fim...
Nossa história não terá fim...
A quem perguntar
Não direi as verdades,
A quem perguntar
Omitirei os detalhes...
Acredite quando digo
Essa ampulheta quebrada não irá me impedir
De um dia te ter ao meu lado
De sonhar com um futuro juntos
Ela apenas representa um tempo
Congelado...
Para tirarmos forças e coragem
Para contarmos para todos o que sentimos....
E quando fizermos isto
Nosso tempo enfim irá correr...
E esse deserto voltará a ser um belo oásis
Para nosso tão merecido descanso...

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